sexta-feira, 29 de agosto de 2008

FAZER + PRAZER = TER

É mesmo difícil de imaginar, mas já houve um tempo em que não precisávamos trabalhar para viver. Naquela época, nossa comida era banana e nossa casa um galho. E vivíamos felizes! Tudo o que necessitávamos estava ali, ao alcance das nossas mãos. Vida simples, pouco stress. Passávamos o tempo comendo, brincando, namorando e descansando. Um verdadeiro paraíso.
Daí a Mãe Natureza nos “deu um gelo” e tivemos que abandonar o nosso jardim do Éden à procura de alimento e abrigo. Jogados ao mundo, inexperientes e indefesos, enfrentamos não apenas a fome, mas também alguns predadores famintos. A situação apertou muito para o nosso lado até percebermos que tínhamos um diferencial competitivo: mãos! Graças a elas, conseguimos criar alguns artifícios capazes de garantir a nossa sobrevivência. Foi o início da Era “gente que faz” pois, para ter alimento e proteção, precisávamos fazer alguma coisa. A fórmula era, simplesmente, fazer = ter. E nós realmente fizemos. Plantamos, industrializamos, informatizamos e globalizamos. De uma espécie em risco de extinção com menos de dois milhões, crescemos para mais de seis bilhões sobre a face da Terra.
Cá estamos nós. Hoje somos bilhões espalhados pelo mundo tentando encontrar um caminho de volta à felicidade e ao prazer paradisíaco. Só que a nossa visão do Éden sofreu algumas mutações acidentais. Milhares de anos fazendo coisas para sobreviver acabaram sedimentando em nós uma crença atávica de que a felicidade está nas coisas que criamos. Galhos e bananas não mais nos satisfazem. Queremos mais, muito mais...
E assim, sem que tomássemos consciência, acabamos criando um novo cenário selvagem no mundo atual: a luta pelo direito de fazer. Somos bilhões querendo fazer alguma coisa para poder ter muitas coisas. E a situação está novamente apertando para o nosso lado. Agora, nossa sobrevivência está nas mãos daqueles que pagam por aquilo que fazemos; e o que fazemos está ficando cada vez mais fácil de ser copiado. Urge que encontremos um novo diferencial competitivo que, com toda a certeza, não está mais na habilidade de nossas mãos. Então, onde estaria?
Perceba isso. Aqueles que detêm o poder de nos proporcionar o direito de fazer, sejam estes empregadores ou compradores, também fazem parte daquele grupo dos seis bilhões que buscam prazer e felicidade em todas as coisas. Então, se aquilo que fazemos pode tão facilmente ser visto e copiado, que tal proporcionar-lhes prazer e felicidade diferenciando-nos naquilo que os olhos não vêem? Sim! O diferencial está na nossa atitude. Atitude não é O QUE fazemos, mas COMO fazemos. Portanto, a nova habilidade a ser desenvolvida exige que exercitemos as qualidades daquele músculo guardado do lado esquerdo do peito: o coração. Qualidades como empatia, alegria, gentileza, entre tantas outras.
O que estamos presenciando é o início da Era “gente que ama o que faz”. E a nova fórmula para a nossa sobrevivência é fazer + prazer = ter. Minha intenção é contribuir com o seu desenvolvimento neste cenário. E, para saber como colocar o prazer ao lado do fazer nesta nova fórmula, convido você a acompanhar as dicas da série Realize-se e Realize Mais!
Primeira dica da série Realize-se e Realize Mais:
Seja autêntico. Tudo que o mundo não precisa é de mais uma pessoa que só vê o trabalho como o preço sofrido a ser pago pela sua felicidade. Seja autêntico encontrando um prazer genuíno
naquilo que faz. Para isso, concentre-se menos naquilo que você quer ter e coloque mais consciência naquilo que você quer ser. Reserve alguns minutos do dia para refletir sobre a seguinte questão: qual a contribuição que eu quero deixar ao mundo e que me realizaria como pessoa? Idéias bastante subjetivas, como felicidade, amor e conhecimento, surgirão desta reflexão. Elas formam aquilo que chamamos de propósito de vida. O importante é que este propósito venha de dentro de si e não das coisas ou pessoas à sua volta. Seu próximo passo será avaliar a possibilidade de pôr em prática estas idéias no dia-a-dia do seu trabalho. Será possível expressar isso através daquilo que você faz? Talvez sim, talvez não. Em qualquer um dos casos, o que importa é que você já terá a sua bússola, e com ela conseguirá encontrar o caminho certo para extrair muito prazer daquilo que fizer.
Realize-se e realize mais! Seja autêntico fazendo do seu trabalho um meio efetivo para expressar o seu propósito de vida. Dedique-se de coração e o seu trabalho ganhará uma qualidade diferenciada. O mundo está precisando de gente assim e está pagando muito bem por isso.

Ricardo Mallet

WRIGHT OR WRONG

Existe toda uma barreira cultural praticamente intransponível às idéias que surgem fora das fronteiras dos países que fazem parte do clube. Aliás, eles também não reconhecem o fato histórico de que o primeiro a conseguir o vôo de um aeroplano mais pesado que o ar foi o brasileiro Alberto Santos Dumont e insistem na balela de que foram os irmãos Wright, para ficar com os louros históricos. Filmes da época provam que o aparelho deles não venceu a força da gravidade, não decolou, mas foi catapultado por uma geringonça e depois planou com o auxílio de um motor. Mesmo assim, seuvôo histórico” realizou-se sem testemunhas, sem a imprensa, sem a presença de autoridades, ao contrário de Santos Dumont que realizou seu grande feito com testemunhas, jornalistas e autoridades. Depois que ele voou com o mais pesado que o ar, os irmãos Wright afirmaram que haviam feito isso antes, na sua fazenda, sem testemunhas. Nunca, no mundo científico, se aceitou tamanho absurdo. De mentiras históricas a História oficial está cheia.


DeRose

O BRASIL ESTÁ EXPORTANDO CULTURA

A coisa mais rara é a Europa comprar cultura do Brasil. Tivemos um filósofo brasileiro, falecido na década de 80, que era um verdadeiro gênio. Seu nome, Huberto Rohden. Escreveu mais de 60 livros, traduziu o Novo Testamento, traduziu também a escritura indiana Bhagavad Gítá, etc. Quando jovem ele esteve na Alemanha e, na época, escreveu um livro de filosofia em alemão impecável. Enviou a obra a um editor que a aceitou incontinenti. Mandou chamar o autor para firmar contrato de edição. No entanto, quando Rohden abriu a boca o editor percebeu tratar-se de brasileiro e voltou atrás, recusando-se a editar o livro. “De brasileiros nós não compramos cultura. Compramos café”, disse o preconceituoso germânico.

Pois esse panorama está mudando graças, em grande parte, à atuação da Universidade de Yôga, fundada no Brasil há dez anos. Na verdade, esse trabalho vem sendo desenvolvido na Terra de Santa Cruzmais de 40 anos, sendo 30 junto às Universidades Federais e Católicas de vários estados. A Uni-Yôga é cada vez mais respeitada fora, e hoje Brasileiros estão sendo convidados sistematicamente para ir ensinar a célebre filosofia hindu na União Européia. A Universidade de Yôga está se expandindo rapidamente para países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e outros, para defender o bom nome da nossa terra no Velho Mundo.

O que proporcionou seu tão expressivo crescimento no Brasil e aceitação no resto do mundo foi o fato de que a Uni-Yôga ensina uma modalidade diferente de Yôga que não se enquadra nos estereótipos zen. Quem não conhece o assunto a fundo, supõe tratar-se de uma novidade. Na verdade, é uma antiguidade. é novo para quem desconhecia essa proposta de resgate do Yôga Pré-Clássico, pré-vêdico, pré-ariano. Trata-se do tronco de Yôga mais antigo, o qual, certamente, é bem distinto da imagem ingênua que o consumismo ocidental atribuiu àquela tradição milenar, patrimônio cultural da Humanidade.

No início foi um pouco difícil fazer a Opinião Pública compreender que a interpretação habitual que ela conferia ao Yôga não se adequava ao nosso trabalho. Mas, finalmente, toda a opinião pública – e com ela, os jornalistas – começou a entender que professávamos um aspecto mais sério e profundo. Na verdade, esse foi um fenômeno que ocorreu de fora do nosso país para dentro. Primeiro nosso trabalho passou a ser respeitado fora, enquanto que no Brasil tínhamos de engolir deboches e difamações veiculadas por concorrentes que queriam comprar uma briga comercial. Não compreendiam que teriam de ficar brigando sozinhos, pois, primeiro, não fazemos um trabalho comercial; e, segundo, não somos concorrentes deles, pois trabalhamos com outro público, temos outra proposta. , pouco a pouco, com a generosidade da Imprensa, começamos gradualmente a conquistar também dentro do Brasil o mesmo conceito que temos fora.

Hoje é de domínio público que se o interessado quiser praticar Yôga para benefícios pessoais, terapia ou misticismo não vai encontrar nada disso na Uni-Yôga. Mas se desejar aprofundar-se num estudo técnico e sério, orientado por profissionais dedicados, isso sim, ele encontrará na Universidade de Yôga, tanto no Brasil, quanto na Argentina, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Alemanha e outras nações.


DeRose